Os quatro acusados de envolvimento no homicídio da corretora de seguros Rosinete Araújo de Oliveira, 32 anos, e de tentativa de homicídio de Alberto Figuerôa, que ficou conhecido como Caso DPVat, serão levados a Júri pelo 1º Tribunal do Júri da Capital, nesta terça-feira (31). A sessão extraordinária do Júri será presidida pela juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho e está marcada para ter início às 9h. A magistrada informou que não tem hora prevista para terminar.

De acordo com os autos, o Ministério Público da Paraíba denunciou a advogada Maria Oletriz Filgueira e seu marido Antônio Filgueira (já falecido) como mentores intelectuais e mandantes do crime, e o cabo da Polícia Militar da Paraíba, Tibério Fernandes Teixeira, como autor dos disparos que tiraram a vida de Rosinete e feriram Alberto Figuerôa. O condutor da motocicleta utilizada no crime teria sido William Luiz de Oliveira. Inclusive, ele quem apontou as vítimas ao executor. Por fim, o quinto acusado, Marcelo Sebastião Rodrigues da Silva, teria sido o responsável por arquitetar a ação e contratar piloto e pistoleiro.

O crime aconteceu no dia 23 de maio de 2008, no Km 24 da Rodovia BR-230, sentido João Pessoa – Bayeux, próximo ao estádio ‘O Almeidão’, quando William, conduzindo uma motocicleta, teria se aproximado das vítimas, e o garupa Tibério, sacado uma arma e disparado várias vezes, provocando a morte de Rosinete e ferindo gravemente seu marido, Alberto Figuerôa.

Segundo apurado nas investigações do caso, o casal trabalhava captando pessoas vítimas de acidente automobilístico e as encaminhavam para o escritório de advocacia de Maria Oletriz, que providenciava toda a documentação e ingressava com o pedido do Seguro DPVat na Justiça. Do apurado financeiro, parte era repassado para Rosinete e seu marido Alberto, a título de comissão, procedimento que vinha ocorrendo há mais de ano sem qualquer desentendimento.

Ainda segundo a denúncia, Rosinete e Alberto descobriram que alguns de seus clientes, que foram levados ao escritório da ré, Maria Oletriz, não tinham recebido o valor a que faziam jus. Dentre os lesados estavam Daniel Ferreira Marques e Ednalva Fidelis. O primeiro teria sido enganado pela advogada, sendo informado que seu processo tinha sido negado e que ele não tinha direito ao seguro. A segunda teria recebido valor inferior ao que, efetivamente, foi repassado pela seguradora.

A partir da descoberta das falcatruas, as vítimas passaram a trabalhar com outros profissionais de advocacia. Maria Oletriz e o marido Antônio Filgueiras estiveram na casa de Rosinete e Figuêroa para tentar um acordo com relação às pendências existentes e para que deixasse de fazer comentários a respeito do trabalho da advogada, oferecendo R$ 20 mil ao casal, o que não foi aceito.

No dia do crime, as vítimas receberam um telefonema de uma pessoa que se identificava por Júnior, dizendo estar com alguém que desejava receber o prêmio do seguro DPVat, marcando com eles um encontro na oficina Mano Motos, estabelecimento localizado em Mangabeira, e onde trabalhava Daniel Ferreira, antigo cliente do casal. Ao chegarem lá, não encontraram ninguém. Retornaram mais tarde e, como a pessoa não compareceu, foram embora. No percurso de volta para casa, sofreram a emboscada, que resultou no assassinato de Rosinete e nos ferimentos de Alberto Figuerôa.

 

DICOM

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