O Chile realiza neste domingo (19) a sétima eleição presidencial desde o retorno da democracia, em 1990, e a primeira em que a coalização de centro-esquerda – que elegeu a presidente Michelle Bachelet – enfrenta dividida. A fragmentação favoreceu o empresário bilionário, Sebastián Piñera, de centro-direita, que governou o pais de 2010 a 2014. Dos oito candidatos à sucessão, ele é o favorito nas pesquisas de opinião.

Na ultima pesquisa publicada pelo do instituto Cadem, Piñera teria 45% da intenção de voto – o dobro dos 23% obtidos pelo segundo colocado, o senador Alejandro Guillier, candidato de Bachelet. Além de Guillier, três outros candidatos representam a antiga coalizão de centro-esquerda Concertación (que em português significa pacto), que foi rebatizada de Nova Maioria em 2013. Desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990),  ela elegeu todos os governos, com exceção de um: o do próprio Piñera.

A terceira colocada nas pesquisas de opinião é a jornalista Beatriz Sanchez, com 14% das intenções de voto. Não fosse o racha, ela estaria na mesma coligação de centro-esquerda que Guillier. Mas a queda na popularidade de Bachelet contribuiu para a divisão.

Bachelet, que concluiu seu primeiro mandato em 2010 com um índice de aprovação de 80%, deixará o governo em março e conta atualmente com 32% de popularidade. Uma das razões foi o desempenho da economia, que foi afetada pela queda do preço do cobre, principal produto de exportação chileno.

 

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