R7 – Uma semana após o início do cerco das Forças Armadas à Rocinha, os militares começam a deixar a comunidade da zona sul do Rio nesta sexta-feira (29). De acordo com informações do Ministério da Defesa, a tropa sairá da região de forma gradativa. A decisão foi tomada depois que o setor de inteligência confirmou que o chefe do tráfico, Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157, não está mais na Rocinha.

Pela manhã, o porta-voz do CML (Comando Militar do Leste), no Rio, coronel Roberto Itamar, já havia anunciado que as Forças Armadas poderiam sair a qualquer momento da comunidade.

Na última sexta-feira (22), 950 homens das Forças Armadas e dez blindados foram enviados à Rocinha pelo Ministério da Defesa. O reforço na segurança foi um pedido do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, após uma semana de intensos confrontos na comunidade.

Com a presença das tropas federais na comunidade, moradores e comerciantes retomaram a rotina aos poucos. Nesta quinta (28), as escolas e as unidades de saúde funcionaram normalmente. No entato, houve reclamações sobre as abordagens dos militares.

 O clima de guerra tomou conta da região no domingo (17). Segundo as investigações, a Rocinha foi invadida por criminosos a mando de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, preso em uma penitenciária federal em Rondônia. O conflito teria sido motivado por um racha na parceria entre Nem e o atual chefe do tráfico na Rocinha, o Rogério 157.

Após os confrontos, o Disque-Denúncia aumentou, de R$ 30 mil para R$ 50 mil, a recompensa para quem der informações que levem ao paradeiro de Rogério 157.

 

R7/BBC

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