A Secretaria de Saúde do Estado deve apresentar, em 20 dias, resposta quanto à viabilidade de aquisição ou locação de equipamentos para o hospital de Juazeirinho, de forma que possa acolher as crianças com doenças crônicas que estão internadas no Hospital de Trauma de Campina Grande.

Essa foi uma das alternativas apresentadas na audiência promovida nessa segunda-feira (17), pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa da Saúde (Caop) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em Campina Grande.

O Hospital de Trauma, que atende, prioritariamente, casos de urgência e emergência no campo da traumatologia, vem disponibilizando parte de seus leitos da UTI pediátrica para crianças com doenças crônicas. Elas são dos municípios de Aroeiras, Soledade, Juazeirinho e Poço José de Moura e poderiam ser acompanhadas e tratadas em hospitais de seus municípios de origem ou em suas residências, desde que recebam adaptações para esta finalidade.

A coordenação da UTI pediátrica hospital informou que há empresas especializadas em cuidados no lar (Home Care), mas que os custos dessa modalidade de tratamento giram em torno de R$ 15 mil mensais. Por causa dos altos custos e diante de uma complexa logística dos atendimentos, os representantes dos municípios reafirmaram, na audiência, que não têm condição de bancar esses tratamentos, como já haviam dito na audiência realizada em seis de agosto passado. Já a Secretaria de Saúde da Paraíba alegou que já vem bancando essas internações no Hospital de Trauma.

Durante a audiência, presidida pelo promotor Raniere da Silva Dantas, coordenador do Caop da Saúde do MPPB, também foi discutida a possibilidade do hospital de Taperoá, de abrangência regional, acolher esses pacientes. Contudo, vai depender de uma avaliação sobre as atuais condições do estabelecimento de saúde.

O Conselho Regional de Medicina (CRM), também presente na audiência, se comprometeu a verificar a situação dos hospitais de Aroeiras e do município de referência de Poço de José de Moura, a fim de indicar a viabilidade das transferências das crianças desses dois municípios para suas respectivas unidades de saúde.

A promotora de Justiça Adriana Amorim de Lacerda, dos Direitos da Saúde de Campina Grande, que tem reiterado a sua preocupação com esta situação, também participou da audiência.

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