Geovania Gomes Ribeiro veio de Mamanguape ter bebê no Instituto Cândida Vargas (ICV), no início de janeiro, mas não esperava passar tanto tempo com ele internado na maternidade. Ele precisou nascer de 35 semanas por problemas no esôfago e ainda está em tratamento. Mas ela não ficou desamparada. A Casa Mãe Bebê, inaugurada pelo prefeito Luciano Cartaxo em fevereiro se tornou o lar de Geovania enquanto a pequena Helena Vitória se recupera e sai da maternidade saudável. Assim como ela, outras mamães encontraram no acolhimento da Prefeitura, as forças para enfrentar este período e o acompanhamento para não perder as esperanças na plena recuperação de seus bebês.

Na manhã desta sexta-feira (22), o prefeito Luciano Cartaxo realizou uma visita a estas mulheres e conversou com elas sobre este período de expectativa para poderem pegar seus filhos nos braços e que invés de ficarem internas no ICV com os bebês, ficam na Casa Mãe Bebê, localizada exatamente em frente à maternidade, com livre acesso aos seus filhos, mas recebendo um atendimento mais humanizado e fora do ambiente hospitalar.

“A Casa Mãe Bebê foi idealizada dentro de um projeto de humanização da saúde de João Pessoa e é muito gratificante chegar a este espaço e encontrar mamães que mesmo com seus bebês internados na maternidade, estão cheias de esperança e confiantes na recuperação dos seus filhos. O acolhimento que oferecemos a estas mulheres garante mais conforto, tranquilidade e a segurança de que elas estão perto dos bebês, podendo visitar e acompanhar cada passo da recuperação deles, enquanto eles recebem todo o acompanhamento médico necessário”, disse o prefeito Luciano Cartaxo.

A Casa Mãe Bebê de João Pessoa é a primeira casa de acolhida entre todas as capitais do Nordeste em acordo com o preconiza o Ministério da Saúde. Ela tem capacidade para receber 17 mamães de bebês prematuros ou com alguma patologia que requer um cuidado especial ainda na maternidade, oferecendo a elas, fora do ambiente hospitalar, um acompanhamento médico, psicológico e de assistentes sociais, além de outros serviços oferecidos pelas secretarias da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).

O bebê de Geovania nasceu com atresia de esôfago e já estava com falta de oxigênio no seu útero quando precisou nascer com 35 semanas, no dia 5 de janeiro. Ela foi uma das primeiras mamães a chegar na Casa Mãe Bebê logo que o espaço foi inaugurado e desde então, tem convivido com outras mulheres que também têm bebês internados na maternidade. Sua família faz visitas periódicas, mas os custos e a preocupação para mantê-los na Capital foram reduzidos em virtude do espaço oferecido neste novo equipamento da Prefeitura.

“Já faz dois meses que estou aqui e estou sendo muito bem recebida durante todo este tempo porque o projeto da Casa Mãe Bebê dá um ar mais de casa, de um lar para a gente e aqui podemos acompanhar o dia a dia de nossos bebês e ver o desenvolvimento deles. É difícil ver seu bebê internado, mas estamos confiantes e agradecidas pelo atendimento”, disse.

Assim como Geovania, o prefeito também encontrou Kaline Lopes Madeiros, que veio de Princesa Isabel para ter sua filha, Maria Lívia, no ICV. Ela nasceu de 26 semanas e também precisa de cuidados especiais. E ainda Shayna Andreyna, natural de João Pessoa, que teve seu bebê com 36 semanas, com problemas respiratórios, e está na Casa Mãe Bebê, enquanto a pequena Lavínia Vitória recebe a alta médica.

Tantas mamães de outras regiões da Paraíba tendo filhos em João Pessoa é explicado pelo fato de o Instituto Cândida Vargas ser uma maternidade de referência de Alto Risco. Com uma média de 650 partos realizados todos os meses, pouco mais de 50% deles são de mulheres vindas de outras cidades que chegam à João Pessoa sem ter onde ficar, e depois do parto, não podem retornar às suas casas porque seus bebês permanecem internados.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), havia casos de mães que precisavam ficar até 90 dias na enfermaria da maternidade acompanhando o atendimento de seus bebês em tratamento após o nascimento. Todo este período, elas tinham que conviver em um ambiente hospitalar enquanto que agora elas são direcionadas para a Casa Mãe Bebê. Cerca de 20% dos partos exigem que as mães passem mais tempo no hospital aguardando a recuperação dos bebês.

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