“O maior projeto a ser realizado na cidade de João Pessoa nos últimos 50 anos”. Foi assim que o vereador Milanez Neto (PTB) classificou o Parque Ecológico do Sanhauá, obra que será executada no Centro Histórico da Capital, durante pronunciamento na sessão ordinária da Câmara Municipal de João Pessoa desta quinta-feira (21). O assunto também foi tema de pronunciamento do vereador Tibério Limeira (PSB), que criticou a desocupação do Porto do Capim.

Líder da bancada de situação na Casa, Milanez Neto afirmou que está feliz com a apresentação do projeto do Parque, uma vez que trabalha há 20 anos na preparação das obras do equipamento. “O Parque Ecológico do Sanhauá será uma área de 110m² de área construída e revitalizada, mantendo o compromisso que a Gestão Municipal tem com o Centro Histórico, com a história, com o desenvolvimento social, a cultura e o turismo da Capital”, descreveu.

Ele ainda ressaltou que o recurso para a obra foi conseguido quando era coordenador do Patrimônio Cultural de João Pessoa (Copac-JP), por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, e assegurou que dialoga com a comunidade e com os órgãos responsáveis há cinco anos para viabilizar as obras do Parque.

“Vamos devolver à cidade o que nossa geração não teve direito de conhecer: as margens do Rio Sanhauá. Vamos resolver o problema das pessoas que vivem de forma sub-humana no local, transferindo-as para uma obra que está sendo finalizada em Jaguaribe, a menos de três quilômetros de onde vivem atualmente. Sinto-me completamente realizado por ter conseguido trazer o recurso de R$ 13 milhões para uma obra tão importante, e ainda mais feliz por liderar um Governo que demonstra respeito, coragem e determinação para fazer o que nunca foi feito na cidade”, declarou.

Os vereadores Marcos Henriques (PT), Tibério Limeira e Leo Bezerra (ambos PSB) questionaram o líder da situação, informando que receberam reclamações de moradores da comunidade Porto do Capim que se contrapõem ao discurso do líder da situação.

“Recebi um manifesto dos moradores que fala de rompimento de negociações. Sabemos do déficit habitacional da cidade e, pelos relatos, os residentes do Porto do Capim não têm garantia de moradia. Não sou contra a construção do Parque, mas sou contra a forma como foi feita a desocupação, em 48h, rompendo negociações, colocando tratores nas imediações para fazer com que a comunidade se sinta ameaçada”, lamentou Marcos Henriques.

Segundo Tibério Limeira, a Gestão Municipal toma medidas desproporcionais com pobres e ricos. “Não vemos desapropriação das casas da faixa de areia do Bessa, nem retirada do Shopping do mangue. Estamos tendo dois pesos e duas medidas. Os moradores do Porto do Capim externaram o desejo de permanecer na comunidade, que é reconhecida como tradicional. Não há investimento maior que garantir a dignidade das pessoas. Coragem contra os pobres não é coragem, é crueldade”, afirmou Tibério rebatendo as afirmações de Milanez Neto.

Marmuthe Cavalcanti (PSD) defendeu que o Parque Ecológico Sanhauá vai mudar João Pessoa. “Ele vai trazer qualidade de vida, resgatar a história e impulsionar o turismo da cidade. Cruel e desumana é a realidade atual existente lá”, rebateu em resposta ao aparte de Tibério. Humberto Pontes (Avante) também reforçou que a Prefeitura está oferecendo aos moradores condições de viverem de forma digna.

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