“Janeiro Roxo”: Prevenção é a palavra de ordem contra a hanseníase

Informar e prevenir são palavras de ordem no combate à hanseníase, foco da campanha “Janeiro Roxo” do Ministério da Saúde. A doença infectocontagiosa ainda é muito cercada de preconceito. A conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e o tratamento são fundamentais para a cura do paciente, aponta a médica dermatologista Marina Rodrigues, que integra a equipe Funasa Saúde, operadora de planos de saúde com mais de 30 anos de história.

A Paraíba registrou 367 novos casos da hanseníase ao longo de 2025, de acordo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A taxa de detecção no último ano foi de 9,04 casos por 100 mil habitantes, indicando redução no comparativo com 2024, quando o índice foi de 10,5 casos por 100 mil habitantes, com 429 ocorrências, uma redução de 62 casos em relação ao ano anterior.

A médica Marina Rodrigues lembra que “a hanseníase é uma doença infectocontagiosa, causada por uma bactéria, o bacilo de Hansen. É uma doença  que antigamente era chamada ‘lepra’, que a gente tem que combater o estigma desse nome, porque gera ainda muito preconceito, muitas dúvidas”. Ela enfatiza que o Brasil ainda é um país endêmico dessa doença, mas frisa que “felizmente, é uma doença que tem cura, o paciente fica totalmente curado”.

Marina Rodrigues ressalta a importância do diagnóstico precoce. “O paciente deve ser diagnosticado com antecedência para evitar que o quadro evolua para incapacidades funcionais”. E explica que “a hanseníase é uma doença primariamente nervosa, ela atinge os nervos, e também acomete a pele”. Ela acrescenta que “é importante sempre investigar qualquer lesão na pele, uma mancha que o paciente não sinta, anestésica, se o paciente machuca e não sente dor”. A mancha que sinaliza a hanseníase pode ser branca, acastanhada ou avermelhada.

A especialista da equipe Funasa Saúde salienta que, além das manchas que o paciente não sente, a hanseníase pode aumentar a espessura dos nervos atrás do cotovelo, no dorso e nos pés. Maria Rodrigues aponta, ainda, que o paciente pode apresentar formigamento, perda da força, diminuição da sudorese e queda de pelos no local da lesão.

Marina Rodrigues aponta que o tratamento da hanseníase é feito com antibióticos. A médica lembra que o diagnóstico é feito por médicos dermatologistas e infectologistas e o médico generalista pode fazer o diagnóstico e encaminhar para o especialista. “Além de ver o diagnóstico precoce do paciente, a gente tem que ver quem são as pessoas contactantes do paciente também. Deve-se fazer a prevenção dessas pessoas que convivem muito com o paciente”, aponta a médica.

A dermatologista Marina Rodrigues reforça: “Se perceber alguma manchinha que não sente, alguma perda de força, formigamento, se o nervo fica mais espesso, procure um dermatologista”.

Sobre a Funasa Saúde
A Funasa Saúde é uma associação genuinamente paraibana que opera planos de saúde. Todas as informações sobre o processo de adesão à Funasa Saúde estão disponíveis no perfil no Instagram da Funasa Saúde (@funasasaude) ou através do telefone 3244-4220.

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