O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande, Sidney Toledo, fez um alerta contundente sobre os possíveis impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1. Segundo ele, uma avaliação técnica preliminar aponta para “graves prejuízos à economia do país e à população”, caso a matéria avance sem o devido aprofundamento nas discussões.
De acordo com Sidney Toledo, a tramitação da proposta em ano eleitoral acende um sinal de alerta. Para o dirigente da entidade centenária, o tema exige cautela, responsabilidade e um amplo debate nacional, envolvendo representantes do setor produtivo, trabalhadores e especialistas em economia e legislação trabalhista.
O presidente da ACCG destacou que qualquer liderança política que apoie o andamento de uma proposta tão complexa motivada por interesses eleitorais deve estar ciente das consequências. “Se querem buscar o bônus de uma eventual melhora política, precisam estar cientes do ônus que gerarão para a sociedade”, afirmou.
Sidney Toledo reforçou que mudanças estruturais nas regras de jornada de trabalho impactam diretamente custos operacionais, geração de empregos e competitividade das empresas, especialmente no comércio e nos serviços, setores que dependem de escalas flexíveis para manter o funcionamento regular.
Nesta quarta-feira, entidades representativas do setor produtivo de Campina Grande se reuniram para discutir medidas e estratégias diante das discussões em torno da PEC. A ACCG deve intensificar o diálogo com parlamentares e lideranças políticas para defender os interesses do empresariado local e buscar soluções que preservem empregos e garantam segurança jurídica.







