A primeira-dama Camila Mariz participou, nesta segunda-feira (15), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa, da solenidade de assinatura de termos de cooperação com 63 prefeituras paraibanas para a implementação do projeto “Voltando a Refletir”, iniciativa do Ministério Público da Paraíba (MPPB) que visa reeducar homens autores de violência doméstica, reduzir a reincidência e fortalecer a rede de proteção às mulheres.
O projeto, coordenado pelos Centros de Apoio Operacional das Mulheres e Criminal do MPPB, integra o plano de trabalho do Programa Antes que Aconteça, que tem instituído uma rede de apoio às mulheres vítimas de violência doméstica.
Na ocasião, a primeira-dama Camila Mariz, que representou o governador Lucas Ribeiro, evidenciou a consolidação das políticas públicas de proteção à mulher conduzidas pelo Governo da Paraíba e a importância da iniciativa do Ministério Público, em parceria com o programa Antes que Aconteça, junto aos municípios. “A presença de gestores e gestoras de diversas regiões da Paraíba demonstra a importância para esse tema, dedicando tempo, se esforçando, acreditando de fato na iniciativa que se consolida hoje e salva vidas. Eu parabenizo os 63 municípios que firmaram essa parceria com o Ministério Público e eu tenho certeza de que colherão bons frutos por terem apoiado e saírem na frente”, sustentou.
Camila Mariz também destacou a redução da violência contra a mulher no estado. “Nos quatro primeiros meses deste ano, registramos 40% de redução no número de feminicídio, isso quer dizer que esse é um trabalho que vem se consolidando e está no caminho certo. Nós também destacamos a redução de 39% de crimes violentos intencionais contra a mulher, enquanto o IBGE de 2025 traz 80% de violência contra a mulher acontecendo em casa. O nosso estado está avançando e vamos mostrar para o Brasil como se protege mulheres”, acrescentou.
O procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, ressaltou a missão da instituição na defesa da mulher, a importância de atuar na prevenção e a pretensão de chegar aos 223 municípios com o projeto “Voltando a refletir”. “Nós trabalhamos a repressão da violência contra a mulher, mas precisamos ampliar as ações preventivas, educativas, ou seja, a conscientização da sociedade. Esse é o primeiro momento de nascimento dessa ação com os atores envolvidos, seja com o Governo do Estado, com os municípios para que possamos levar essa ação para todos os municípios e tenhamos um novo marco civilizatório com a mulher sendo respeitada, protegida e com autonomia para participar do que ela quiser”, pontuou.
A senadora Daniella Ribeiro, coordenadora nacional do Antes que Aconteça, enalteceu a parceria com o Ministério Público e o avanço das ações do programa. “O Ministério Público tem demonstrado todo o interesse de cuidar dessa questão de violência contra a mulher, principalmente, por essa epidemia que estamos vivendo no mundo inteiro. Nós ficamos felizes com essa parceria, por termos grupos reflexivos para trabalharmos com os homens que cometeram violência para que eles se conscientizem e esse tipo de comportamento não se repita e haja uma ressocialização. Nós vamos acompanhar e ver as mudanças dos números que eu tenho certeza de que vão acontecer e vamos ver homens testemunharem quanto mudaram em seus relacionamentos porque o respeito é a base de tudo”, falou, ao destacar que a Paraíba está implantando 52 Salas Lilás nos municípios.
A prefeita de Guarabira, Léa Toscano, destacou a importância da participação feminina nos espaços de poder e enalteceu a implantação de programas em defesa da mulher que colocam a Paraíba em destaque nacional. O mesmo sentimento foi compartilhado pelo vice-presidente da Famup, Pedro Dantas. “Nós encabeçamos a defesa da mulher e a união para tirar do papel coisas difíceis. Esse é o pontapé inicial dado pelas institucionais para que possamos vencer essa problemática”, observou.
O projeto “Voltando a Refletir” já promoveu a capacitação de mais de 60 membros do MPPB sobre o passo a passo para criação e seleção dos homens que devem participar dos grupos, com abordagens sobre machismo, violência, a fim de que mudem de atitude em relação às companheiras, filhas e outras mulheres do seu convívio e não mais reincidam na prática de atos violentos. Entre 2018 e 2023, dos 176 homens participantes do projeto, apenas 11 foram reincidentes, o que significa um índice de apenas 6,25%.
A solenidade foi prestigiada pela defensora pública-geral Madalena Abrantes; a conselheira do TCE-PB Alana Galdino; além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraíba (OAB-PB), Assembleia Legislativa, dentre outros órgãos.







