Às vésperas da definição, Lucas Ribeiro precisa escolher um vice de confiança – por Davi maia

Faltam poucos dias para o dia 5 de agosto, data que pode marcar um dos momentos mais importantes da pré-campanha ao Governo da Paraíba. Enquanto os bastidores fervilham, a expectativa gira em torno de quem será o nome escolhido para compor a chapa do governador Lucas Ribeiro na disputa pela reeleição. A cada dia, novas especulações ganham força, alimentando o debate político em todo o Estado.

Entre os nomes mais citados estão o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino,  Rafaela Camaraense, o deputado federal Raniery Paulino e a ex-vice-governadora Lígia Feliciano. São lideranças com peso político, capacidade de articulação e espaços consolidados em diferentes regiões da Paraíba. Cada um reúne qualidades que justificam sua presença nas conversas de bastidores.

Mas, na minha avaliação, a decisão de Lucas Ribeiro precisa ir além dos números e dos acordos partidários. A composição da chapa deve ser construída sobre um elemento indispensável: a afinidade entre o governador e seu futuro vice. Não basta representar uma região, fortalecer uma legenda ou ampliar o capital eleitoral. É preciso compartilhar o mesmo projeto de gestão, manter uma relação de confiança e estar alinhado com os objetivos do governo.

O vice-governador não é apenas um nome para a campanha. É alguém que participa das decisões políticas, representa o Estado em missões institucionais e pode assumir a condução do governo quando necessário. Por isso, a escolha exige mais do que habilidade política; exige lealdade, sintonia e capacidade de caminhar lado a lado durante todo o mandato.

Com a definição cada vez mais próxima, é natural que novos nomes continuem surgindo e que as especulações se intensifiquem até o último momento. Faz parte do jogo político. No entanto, independentemente de quem seja o escolhido, a decisão precisará transmitir segurança ao eleitor e fortalecer o projeto que Lucas Ribeiro pretende apresentar para a Paraíba nos próximos quatro anos.

O dia 5 de agosto poderá encerrar semanas de especulações, mas também abrirá um novo capítulo da política paraibana. Mais do que revelar um nome, a escolha mostrará qual estratégia o governador adotará para consolidar sua caminhada rumo à reeleição. E, nesse cenário, afinidade e confiança podem fazer toda a diferença.

Davi Maia
Jornalista e analista político.

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