O Centro Histórico recebe, neste sábado (12), a Feira de Artistas Pretas e Pretos, uma parceria da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) com o movimento de negritude, através da Feira Preta Dudú It Adajo Aworan (PB). O evento, que passa a ser realizado todos os sábados, a partir das 15h, acontece na Avenida General Osório, em frente à Loja Maçônica, com 41 participantes em 10 estandes, envolvendo produtos e acessórios étnicos artesanais e gastronomia.
O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, afirmou que a Feira de Artistas Pretas e Pretos faz parte de uma ação integrada que o governo municipal, do prefeito Leo Bezerra, está fazendo, no sentido de potencializar ainda mais elementos de cultura e de arte no Centro Histórico.



Ali há um conjunto grande de atividades todos os sábados como o Sabadinho Bom, o Samba na Praça e a Batalha do Beco, na Praça Rio Branco, shows de rock and roll que atraem um grande público que permanece, durante um longo tempo, naquele corredor cultural que envolve a Praça Rio Branco, as ruas Duque de Caxias e General Osório.
“Nós estamos querendo justamente estimular que essas pessoas consumam, permaneçam, se divirtam e curtam a boa música e a arte de João Pessoa e da Paraíba nesse território”, disse o diretor, lembrando que, além da Funjope, diversas instituições do Município participam, como o Inovacentro, Secretaria de Comunicação (Secom), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) trabalham no sentido de capacitar o Centro Histórico de uma infraestrutura permanente, com um conjunto de ações que possam garantir o entretenimento, a diversão e a fruição da boa arte e da cultura de João Pessoa e da Paraíba naquele território.



“A Funjope já realizou a Feira de Artistas Pretas e Pretos em algumas ocasiões e temos uma belíssima parceria com essas mulheres que transformam arte e cultura em empreendedorismo. Nós estamos capacitando um grupo grande de mulheres para fazer empreendedorismo de matriz afrobrasileira”, acrescentou Marcus Alves.
A jornalista Fátima Sousa (Mana), curadora da Feira Preta PB, comemorou a oportunidade: “Recebemos o convite para ocuparmos o Centro Histórico, precisamente a Avenida General Osório, numa proposta da feira preta étnica permanente, aos sábados, neste espaço, considerado um dos mais frequentados pela população e turistas nos últimos tempos. A expectativa é boa. A partir da primeira experiência, neste sábado, continuaremos de forma permanente no mesmo local, afirmando essa parceria com a Funjope, dentro da política de apoio na estrutura física da ação”, declarou.
A Feira Preta surgiu no contexto do movimento de mulheres negras na Paraíba, numa proposta de apoiar afroempreendedores e artistas pretas e pretos, na exposição e venda dos seus produtos num contexto de economia colaborativa. “Entre outros objetivos, pretende valorizar a cultura negra e incluir a população preta no sistema financeiro vigente, notadamente excludente e racista”, pontuou.







