Há momentos na política em que a eleição termina, mas a história de um político apenas começa. É exatamente nesse ponto que está Léo Bezerra.
Durante a campanha deste ano, Léo esteve presente em diferentes regiões de João Pessoa e manteve sua posição política ao lado de Cícero Lucena, mesmo com o resultado das urnas não sendo aquele que seu grupo esperava. Esse é um dado político que merece ser observado: campanha passa, resultado passa, alianças mudam, mas a cidade permanece. E é sobre ela que Léo terá de concentrar sua energia agora.
A partir daqui, o desafio é outro. Não é mais pedir voto, defender candidatura ou percorrer comunidades em busca de apoio. É governar. É olhar para os bairros, para as comunidades, para a infraestrutura, para a saúde, para a educação, para a mobilidade, para quem vive nos extremos e também para quem está no centro. É fazer com que a Prefeitura seja percebida pela população não apenas como uma estrutura administrativa, mas como presença concreta na vida de quem mora em João Pessoa.
E talvez esteja aí a grande oportunidade de Léo Bezerra: construir, pela gestão, a sua própria identidade política. Não se trata de apagar a história de Cícero Lucena, pelo contrário. Léo foi vice-prefeito na administração de Cícero e sua trajetória institucional está ligada a esse período. Mas governar exige imprimir responsabilidades, prioridades e marcas próprias.
João Pessoa não precisa viver eternamente em clima de campanha. A cidade precisa de gestão. E Léo terá, a partir de agora, a oportunidade de mostrar, nos quatro cantos da capital, aquilo que pretende entregar como prefeito. Se há uma frase que resume este novo momento, é simples: a eleição acabou; agora começa a cobrança.
O eleitor já falou nas urnas. Agora é a vez de Léo falar pela gestão, não com discurso, mas com trabalho.
Jornalista Davi Maia







