O papa Leão XIV, de 71 anos, foi submetido nesta terça-feira (13) a uma cirurgia para retirar o lobo inferior do pulmão direito, no Hospital Gemelli, em Roma. O procedimento durou cerca de 90 minutos e transcorreu sem complicações, segundo o boletim médico divulgado pelo Vaticano. A análise do tecido durante a operação confirmou um adenocarcinoma pulmonar, tipo de câncer que já era suspeitado nos exames pré-operatórios. Após a intervenção, o pontífice acordou normalmente e retornou ao quarto.
Leão XIV havia anunciado a necessidade da cirurgia no domingo (11), ao final da oração do Angelus, na Praça de São Pedro. Na ocasião, informou que o nódulo fora identificado em estágio inicial e estava bem localizado. A previsão divulgada antes do procedimento era de aproximadamente uma semana de recuperação, com a suspensão dos compromissos públicos até 20 de outubro.
Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, em 14 de setembro de 1955, Robert Francis Prevost foi eleito papa em 8 de maio de 2025, sucedendo Francisco. Primeiro norte-americano e primeiro integrante da Ordem de Santo Agostinho a comandar a Igreja Católica, construiu parte expressiva de sua trajetória no Peru, onde atuou como missionário e bispo de Chiclayo. Antes do conclave, dirigia o Dicastério para os Bispos, responsável por auxiliar o papa na escolha dos integrantes do episcopado.
A internação remete a outros momentos em que a saúde dos pontífices mobilizou os católicos. Francisco passou por uma cirurgia no cólon em 2021 e por outra intervenção abdominal em 2023. Em 2025, permaneceu 38 dias hospitalizado em um período marcado por pneumonia bilateral e crises respiratórias. Recebeu alta em março e morreu em 21 de abril, aos 88 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral, conforme o atestado divulgado pelo Vaticano.
João Paulo II também enfrentou um longo histórico de problemas de saúde: sobreviveu ao atentado de 1981, passou por diversas cirurgias e conviveu com a doença de Parkinson, cujos efeitos ficaram cada vez mais visíveis em suas aparições públicas. Já Bento XVI tomou uma decisão histórica em 2013: aos 85 anos, renunciou ao pontificado afirmando que a diminuição de suas forças físicas e mentais comprometia sua capacidade de exercer a missão.







