O resultado do segundo turno das eleições presidenciais em Guarabira, no Brejo paraibano, reforçou a força política da família Paulino e trouxe mais um capítulo desfavorável ao grupo Toscano, liderado pela deputada estadual reeleita Camila Toscano e por sua mãe, a prefeita Léa Toscano. No confronto político local, os Paulino defenderam Lula (PT), enquanto os Toscanos estiveram no campo de apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Nas urnas, a diferença foi expressiva: Lula conquistou 23.218 votos (64,03%), contra 13.042 votos (35,97%) de Flávio, uma vantagem de 10.176 votos.
O resultado amplia o contraste entre os dois grupos tradicionais da política guarabirense. De um lado, os Paulino encontram na vitória de Lula um argumento de peso para reafirmar sua presença e capacidade de articulação. Do outro, o grupo Toscano enfrenta mais um resultado eleitoral desfavorável no cenário das disputas que marcaram seu percurso recente, apesar de manter representação política e estrutura de poder no município, com Camila na Assembleia Legislativa e Léa à frente da Prefeitura. A sequência de reveses em projetos eleitorais para deputado federal, governador e senador aumenta a pressão sobre o grupo e desafia sua capacidade de reação.
Nesse cenário, Raniery Paulino desponta com força renovada. Apontado como o deputado mais votado em Guarabira entre os nomes da disputa, ele ganha novo fôlego político e passa a ocupar posição de destaque no debate sobre os próximos passos da política local. Mais lembrado nas urnas e fortalecido pelo desempenho eleitoral, Raniery surge como uma das principais referências do campo político dos Paulino, ampliando o espaço da família para futuras articulações. Em Guarabira, o recado político é claro: os Paulino encontram motivos para avançar, enquanto os Toscanos terão de trabalhar para conter o desgaste e reconstruir terreno.







