A Associação Chapecoense de Futebol entrou com uma ação judicial para barrar a exibição do documentário “O Milagre de Chapecó”, produzido pelo cineasta Luiz Ara. A ação, que também pede a rescisão de contrato com a produtora, foi encaminhada na sexta-feira (13) pelo Clube.

O lançamento do documentário nos cinemas estava marcado para o dia 30 de novembro. Com a sinopse “uma história que deixou o mundo de luto e o uniu. Um povo e um clube que voltaram a nascer”, o filme seria exibido em uma rede de salas de cinema, com propagação em todo o País.

Entretanto, na semana passada, uma das viúvas teria levado os filhos para o cinema no Dia das Crianças e, antes do filme infantil, foi passado o trailer que fala sobre a Chapecoense e o acidente aéreo ocorrido no dia 29 de novembro do ano passado, na Colômbia, onde morreram 71 pessoas.

Após o constrangimento, os familiares entraram em contato com o Clube, que informou não saber do trailer. No documentário, dirigentes e funcionários falam sobre o processo de reconstrução da Chapecoense. Há também depoimentos de jornalistas e sobreviventes.

A Chapecoense afirmou que o pedido está sendo analisado pela justiça e divulgou um comunicado. “A Assessoria de Imprensa da Associação Chapecoense de Futebol comunica que foi protocolada ação judicial ainda na noite de sexta-feira por descumprimento do objeto do referido documentário”, diz a nota.

Conforme o Diário Catarinense, na última segunda-feira (16), durante a terceira reunião entre o Clube e a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da LaMia, a direção da Chapecoense forneceu uma cópia do contrato do Clube com o documentarista e a ação judicial. A AFAV-C exigiu do clube que seja firmado um termo de ajustamento de conduta para estabelecer critérios e limitar a exploração da imagem das vítimas do acidente.

Contraponto

Conforme o cineasta Luiz Ara, a intenção sempre foi focar na reconstrução do Clube, sem pensar no retorno financeiro da produção. “Eu quis fazer uma homenagem às vítimas desse terrível acidente. E destacar o renascimento do clube. Focando no milagre que foi sobreviver os três jogadores na queda do avião. Eu não teria de pedir autorização para familiar algum. Já que uso imagens dos jogadores vivos e que consegui com as redes de televisão do Brasil. Elas são públicas. Tive o apoio da Chapecoense. Fiz as filmagens dentro do clube. Está tudo claro, transparente”, afirmou Luiz Ara ao blog do jornalista Cosme Rímoli.

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