A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) aprovou, na manhã desta terça-feira (11), voto de solidariedade à advogada Myriam Gadelha, que denunciou ter sido vítima de agressões físicas e verbais praticadas, segundo ela, pelo ex-namorado e prefeito da cidade de Sousa, Fábio Tyrone (PSB). O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) concedeu Medida Protetiva de Urgência à advogada, determinando que o agressor deve ficar afastado de Myriam e evitar qualquer tipo de comunicação com ela.

“Os atos de violência merecem severa reprovação, especialmente aqueles praticados contra a mulher, bem como impelem a realização de rigorosas medidas para censurá-los e combatê-los, inclusive com a participação das instituições públicas”, justificou o autor do requerimento, vereador Lucas de Brito (PV), completando que a CMJP deve repudiar qualquer tipo de ato que viole a paz e a integridade das pessoas, além de prestar a irrestrita solidariedade às vítimas.

A vereadora Sandra Marrocos (PSB) destacou que o combate da violência contra a mulher é uma bandeira defendida por ela, independente do partido do agressor. “Pode ser o melhor gestor, mas machistas não passarão. A Secretaria das mulheres do PSB encaminhou nota para o PSB Estadual solicitando medidas cabíveis de punição partidária. Não basta estar em um partido de esquerda, ser um bom gestor, tem que ser um construtor de um mundo sem violência, de forma especial violência contra as mulheres. A Myriam o meu melhor e mais afetuoso abraço. E à luta das mulheres, nenhum minuto de descanso.”

Tibério Limeira (PSB) ressaltou a importância do papel do homem no combate à violência contra as mulheres. “Numa pauta como essa, é importante as mulheres se colocarem, mas é preciso nós, homens, nos colocarmos também, nos solidarizarmos com a advogada Myriam. Não cabe mais, nos tempos atuais, em pleno século 21, aceitar posturas como essa, principalmente de um homem público. Subscrevo o requerimento, acosto-me à solidariedade a Myrian e ao repúdio a seja lá quem for, prefeito de onde for, de que partido for”, enfatizou.

O vereador Bruno Farias (PPS) afirmou que a violência acontecida comoveu o Estado e que é preciso que haja justiça. “A Paraíba inteira se sentiu ofendida com a violência que sofreu a advogada, uma mulher inteligente, independente, uma grande profissional que, além de nossa solidariedade, merece nosso grito de justiça. A Myrian e à família Gadelha, meu voto da mais absoluta solidariedade. A justiça paraibana não pode se emudecer diante de um fato tão grave”, afirmou.

Segundo Marcos Henriques (PT), nada justifica agressão contra as mulheres. “Um gestor de um município tão importante para nossa Paraíba agredir uma mulher mostra uma total falta de caráter”, opinou. “Para quem tem irmã, mãe e família, sabe a indignação em ver uma moça naquela circunstância”, lamentou Milanez Neto (PTB) ressaltando o papel dos políticos na sociedade: “Temos que ser um espelho para a sociedade, não uma vergonha para ela”, concluiu.

“Foi um absurdo. Sei da personalidade e da dignidade dessa jovem que foi brutalmente espancada por excesso de machismo”, afirmou Humberto Pontes (Avante). A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) afirmou que todos os dias mulheres são agredidas. “O grito das mulheres está todos os dias nas ruas. Quando não é violência física, é patrimonial ou psicológica. Desejo que o mundo seja mais respeitoso e que os homens não se sintam donos das mulheres que eles se relacionam”, ensejou a vereadora.

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