O Conselho Regional de Medicina da Paraíba, (CRM-PB), acompanhou, esta semana, a prisão de uma mulher suspeita de exercício ilegal da Medicina e reforça um alerta importante à população: procedimentos invasivos, sejam eles estéticos ou terapêuticos, exigem habilitação profissional, estrutura adequada e capacidade para tratar possíveis complicações.
De acordo com a Lei do Ato Médico, procedimentos invasivos são privativos da medicina. “Injeção de substâncias, implantes, anestesias ou outras intervenções devem ser realizados por médicos devidamente habilitados, em ambiente adequado, com normas sanitárias e de segurança”, explicou o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza.
Ele acrescenta que intervenções estéticas podem ocasionar complicações graves, como infecções, necrose tecidual, lesões vasculares, reações adversas, deformidades e outras situações que exigem diagnóstico rápido, tratamento adequado e capacidade técnica para manejo das intercorrências.
“Antes de se submeter a qualquer procedimento, o cidadão deve verificar a qualificação do profissional, sua habilitação legal e, quando se tratar de médico, sua inscrição regular no Conselho Regional de Medicina”, esclarece Bruno Leandro. A consulta pode ser feita na internet, pelo “Busca Médico” dos Conselhos Regionais de Medicina. Em casos suspeitos de falsos médicos, a denúncia deve ser feita à polícia ou ao CRM-PB.
No vídeo publicado nas redes sociais do CRM/PB, Bruno Leandro de Souza, orienta que, antes de realizar qualquer procedimento, o paciente verifique se o profissional é médico e se possui Registro de Qualificação de Especialista (RQE), quando for o caso.
A consulta pode ser feita pelo Busca Médico, disponível no site do CRM-PB.
“Não procurem consultórios de estética apenas pelo preço. Verifiquem se o profissional é habilitado. O custo pode ser a sua vida”, alerta o presidente.
Casos de procedimentos invasivos realizados por não médicos devem ser denunciados ao CRM-PB ou às autoridades policiais.







