Auditores Fiscais da Paraíba deflagram estado permanente de mobilização

Os Auditores Fiscais da Paraíba aprovaram, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta terça-feira (4), a deflagração de estado permanente de mobilização com cronograma de ações da categoria para o mês de março.

A decisão foi tomada em razão do descumprimento de acordo firmado entre o Sindicato dos Auditores Fiscais da Paraíba (Sindifisco-PB) e o secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano.

Diante desse cenário, o grupo de auditores aprovou a intensificação do movimento e o seguinte cronograma de ações:

* 11/03 – Evento de mobilização em Guarabira (#SindifiscoMobiliza);
* 12/03 – Evento de mobilização em Campina Grande (#SindifiscoMobiliza);
* 17/03 – 1ª Paralisação da Categoria (#ParaSefaz);
* 25/03 – 2ª Paralisação da Categoria (#ParaSefaz);
* 31/03 – Assembleia Geral para avaliação do movimento.

“A mobilização é um instrumento legítimo para garantir respeito e valorização. A categoria segue unida, resiliente e vamos continuar lutando”, afirmou a presidente do Sindifisco-PB, Helena Medeiros.

O Sindifisco-PB reforça que permanece aberto ao diálogo, mas destaca que a mobilização é resultado direto do descumprimento de compromissos assumidos formalmente pelo Governo do Estado.

SOBRE O ACORDO

O acordo foi construído ao longo de meses de negociação e aprovado pela categoria em AGE realizada no dia 23 de dezembro de 2025.

No entanto, após o anúncio de reajuste geral dos servidores estaduais pelo governador João Azevêdo e a publicação da Medida Provisória nº 355/2026, os pontos pactuados com os Auditores Fiscais não foram integralmente cumpridos.

Entre os compromissos assumidos estavam:

* Incremento de 10% na remuneração dos Auditores Fiscais;
* Redução do interstício para progressão horizontal na carreira de cinco para três anos, diminuindo o tempo total de progressão de 30 para 20 anos;
* Reintegração da participação do Sindifisco-PB no Plano Diretor de Recursos Humanos (PDRH).

Durante as negociações, foi informado à categoria que não haveria reajuste geral para os servidores públicos estaduais, o que fundamentou a aceitação da proposta apresentada pelo Governo.

Com o posterior anúncio de reajuste linear, os Auditores Fiscais entendem que houve quebra de confiança, já que apenas parte do que foi acordado foi efetivamente atendida.

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