Baixou o nível: Prefeito de Guarabira chama de cachorro quem critica sua gestão

O prefeito de Guarabira, Marcus Diogo (PSDB), partiu para o ataque contra os críticos de sua gestão. Em entrevista à Rádio Cultura, o tucano afirmou: “Se eu parar para jogar pedra em todo cachorro que late ao lado, eu não vou conseguir chegar ao meu objetivo. Então, eu estou, mais ou menos, nesse ponto. Eu não tenho como estar parando, discutindo, conversando, dando resposta”.

A declaração de Marcus Diogo tem gerado grande repercussão nas redes sociais e no meio político, com reações negativas.

Não é a primeira vez que o prefeito cria polêmica e é acusado de ofender quem o questiona. No início da pandemia do coronavírus, ele chamou o secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, de politiqueiro, devido ao alerta que o médico fez da necessidade de Guarabira cumprir o distanciamento social. À época, a cidade ainda não tinha casos confirmados de covid-19. Hoje, registra perto de 4 mil e mais cerca de 9 mil pessoas têm sintomas e esperam o teste.

O prefeito ainda ordenou à Procuradoria Jurídica do Município que tentasse, na Justiça, censurar a atividade de imprensa do radialista e jornalista Célio Alves, proibindo-o de noticiar fatos relacionados à pandemia. Desde o princípio do estado de calamidade pública em saúde, Célio têm apontado sucessivos erros e omissões da gestão municipal no enfrentamento da pandemia.

Marcus Diogo também reagiu enfurecido à sugestão pública do professor de Direito da Universidade Estadual da Paraíba Agassiz Almeida Filho de endurecerem as medidas de distanciamento social. O prefeito exibiu o contracheque do professor e o acusou de ganhar gordo salário, mesmo estando em casa. Na verdade, Agassiz não estava dando aula devido à suspensão decretada pela UEPB, e seu salário não chega a metade do recebido pelo prefeito.

Notícia PB