Daniella Ribeiro encerra, em 2026, um dos capítulos mais importantes de sua trajetória política. Senadora pela Paraíba desde 2019, ela deixará a titularidade do mandato ao final deste ano, depois de protagonizar um feito histórico: tornou-se a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal, quase dois séculos depois da criação da instituição. Sua passagem pelo cargo simboliza uma ruptura histórica e amplia o significado da presença feminina nos espaços de decisão do país.
Mas a história de Daniella no Senado não se resume ao cargo que ocupou. Ao longo de sua trajetória, a defesa dos direitos e da proteção das mulheres esteve entre suas pautas de destaque. Como coordenadora nacional do programa Antes que Aconteça, Daniella também levou para o debate público uma agenda voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher, reforçando a importância de políticas que atuem antes que a violência aconteça. O programa se tornou parte importante de sua atuação e de sua defesa por uma sociedade na qual mulheres possam viver e participar da vida pública com segurança e respeito.
Essa mesma visão aparece em sua defesa do combate à violência política contra as mulheres. Daniella tem ressaltado a importância da Lei nº 14.192/2021, que estabelece mecanismos para prevenir, combater e enfrentar práticas de violência política capazes de constranger, silenciar ou afastar mulheres dos espaços de representação. Para ela, democracia também significa assegurar que as mulheres possam ocupar seus lugares de direito sem intimidação e sem violência.
Ao deixar o Senado, portanto, Daniella Ribeiro não deixa apenas uma cadeira. Deixa um capítulo. Deixa a marca de ter sido a primeira mulher a comandar a Primeira-Secretaria em quase 200 anos de história do Senado, deixa uma trajetória de defesa das mulheres e deixa também o legado de iniciativas como o Antes que Aconteça, que ampliaram o debate sobre prevenção e proteção. É uma ausência que será sentida pela Paraíba e que, pela dimensão histórica de sua passagem pelo Congresso Nacional, também deixa sua marca no Brasil.
Escrito por Davi Maia







