Desembargador determina que prefeito de Camalaú permaneça por mais 180 dias afastado do cargo

 

A Justiça acatou o pedido do Ministério Público e manteve o prefeito de Camalaú, Alecsandro Bezerra dos Santos, mais conhecido como Sandro Moco, afastado por mais 180 dias do cargo. A decisão se deu de forma monocrática pelo desembargador Arnóbio Alves Teodósio ao analisar cautelar inominada criminal N° 0805566-68.2021.815.0000.

“Ante o exposto, defiro o pedido formulado pelo Ministério Público Estadual para determinar a prorrogação do afastamento do cargo de Prefeito do investigado acima identificado, pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias, bem como a proibição de que ele frequente a sede da administração municipal e entre em contato com qualquer membro do primeiro escalão (secretários municipais e vice-prefeito (prefeito em exercício), nos termos da decisão de id. 10940854. Comunique-se à Presidência da Câmara Municipal de Camalaú sobre esta decisão”, informou o documento.

Afastamento

O prefeito está afastado desde agosto de 2020, após ter sido alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que investigou fraudes na locação de veículos. Ele foi reeleito com 55,34% dos votos, em outubro de 2020.

O MPPB apresentou uma outra denúncia contra o gestor no mês de abril deste ano por corrupção passiva. Segundo o órgão ministerial, o gestor municipal teria pedido o pagamento de propina, em dinheiro, durante a contratação de uma banda.

De acordo com o MPPB, na ocasião da segunda denúncia, o prefeito teria entrado em contato por meio de um aplicativo de mensagens com o proprietário de uma banda. Ao final da negociação, ele acertou a contratação por R$ 25 mil, mas expressamente solicitou ao dono que lhe repassasse “o dinheiro do refrigerante”.