Energia solar bate recorde na Paraíba com crescimento de 16% na geração residencial

Quantidade de centrais geradoras nos imóveis dos paraibanos chega a quase 7,5 mil até agosto, alta de 22%, segundo a ANEEL

A energia solar residencial avançou 16,5% na Paraíba em 2026, considerando a potência instalada entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O estado chegou a 55.178,62 quilowatts (kW) de potência instalada em sistemas residenciais nos oito primeiros meses do ano. Considerando todas as classes de consumo — residencial, comercial, industrial, rural e serviço público —, a potência solar instalada alcançou 85.427,23 kW, alta de 8,72% em relação ao mesmo período de 2025.

Para Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, o avanço está relacionado à combinação entre a maior acessibilidade da tecnologia e a percepção dos consumidores sobre os benefícios do sistema.

“A energia solar deixou de ser vista apenas como uma alternativa tecnológica e passou a ser considerada por muitas famílias como uma forma de reduzir despesas recorrentes. A queda no custo dos equipamentos, o acesso ao financiamento e a possibilidade de gerar parte da própria energia contribuem para tornar esse investimento mais atrativo”, afirma.

O número de centrais de geração distribuída instaladas em imóveis residenciais também aumentou. Até agosto, a Paraíba contabilizou quase 7,5 mil unidades nesta classe de consumo, alta de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento mostra que a expansão da energia solar não ocorre apenas pelo aumento da potência dos sistemas já instalados, mas também pela entrada de novos consumidores no mercado.

A expansão ocorre em diferentes regiões do estado. Entre os municípios paraibanos, João Pessoa lidera o ranking de potência instalada em 2026, com 14.278,41 kW. Em seguida aparecem Campina Grande, com 6.579,86 kW; São João do Rio do Peixe, com 6.023,47 kW; Patos, com 5.061,13 kW; e Sobrado, com 2.988,04 kW.

Crédito para energia solar

A procura por financiamento também faz parte do mercado de geração própria. A carteira de crédito do Sicredi destinada à aquisição de sistemas de energia solar na Paraíba alcançou R$ 38,1 milhões em agosto de 2026. A linha contempla consumidores residenciais e empresas que buscam instalar sistemas fotovoltaicos para reduzir os gastos com energia elétrica e ampliar a previsibilidade das despesas.

Segundo Artur da Silva Figueiredo, a decisão de investir em um sistema solar está cada vez mais relacionada à avaliação do custo da energia no longo prazo. “Quando o consumidor analisa o investimento, ele não considera apenas o valor de instalação do sistema, mas também a economia que poderá obter ao longo dos anos. O financiamento permite distribuir esse investimento no tempo e, dependendo do projeto, conciliar as parcelas com a redução esperada na conta de energia”, explica.

O especialista aponta que a escolha do sistema precisa levar em conta o perfil de consumo, o espaço disponível e a capacidade de geração necessária para cada imóvel. “É importante que o consumidor tenha orientação adequada desde a elaboração do projeto até a contratação do financiamento. Esse planejamento ajuda a garantir que o investimento seja compatível com a realidade financeira e com a necessidade de cada família ou negócio”, conclui Figueiredo.

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