Entre janeiro e junho deste ano, o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), unidade da rede estadual gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), contabilizou 39.185 atendimentos e procedimentos. Os dados do Núcleo de Inteligência em Epidemiologia Hospitalar (NIEH) incluem 2.256 internações, 12.500 consultas ambulatoriais, 20.080 exames, 2.432 procedimentos minimamente invasivos e 1.917 cirurgias, evidenciando a atuação da unidade como referência estadual em assistência de alta complexidade cardiovascular, neurológica e endovascular pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além da produção assistencial, o primeiro semestre de 2026 também foi marcado por importantes avanços no Hospital Metropolitano. A unidade realizou o primeiro procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Paraíba com o sistema RotaPro, tecnologia utilizada no tratamento de lesões coronarianas complexas, e teve sua habilitação para realização de transplantes cardíacos e retirada de órgãos renovada por mais quatro anos pelo Ministério da Saúde.
Outro marco do primeiro semestre foi a conquista da Certificação de Hospital de Ensino – Nível 1, concedida pelos Ministérios da Saúde e da Educação. O reconhecimento confirma que a unidade atende aos requisitos de integração entre assistência, ensino e formação de profissionais de saúde, consolidando o Hospital Metropolitano como ambiente de prática e aprendizagem e contribuindo para a qualificação permanente do atendimento oferecido aos usuários do SUS.
No período, o hospital registrou seis doações de múltiplos órgãos e realizou dois transplantes cardíacos, nos meses de abril e maio, reforçando sua atuação na Rede Estadual de Transplantes e ampliando o acesso dos pacientes a esse tipo de tratamento pelo SUS.
Outro destaque foi o alcance de 100% de conformidade na Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), resultado que evidencia o compromisso da unidade com a qualidade e a segurança da assistência.
Produção assistencial
As 2.256 internações registradas no período foram distribuídas entre as especialidades de Cardiologia Cirúrgica (641), Neurologia Cirúrgica (649), Cardiologia Clínica (510) e Neurologia Clínica (456).
Nas 12.500 consultas ambulatoriais, a maior demanda foi na área de Cardiologia Clínica Adulto, Pediátrica e Cardiologia Intervencionista, com 6.348 atendimentos. Também foram realizadas 2.460 consultas em Neurologia Adulto e Pediátrica, 1.272 em Neurologia Clínica Adulto, 1.221 em Cardiologia Cirúrgica Adulto e Pediátrica e 840 em Cardiologia Clínica e Intervencionista Pediátrica.
Entre os 20.080 exames realizados pelo Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT), destacam-se 8.295 tomografias computadorizadas, 4.962 ressonâncias magnéticas, 4.042 ecocardiografias, 696 ultrassonografias com Doppler colorido, 660 exames Holter, 573 eletroneuromiografias, 434 testes ergométricos e 418 eletroencefalogramas.
Na área da Medicina Intervencionista, os 2.432 procedimentos minimamente invasivos compreenderam 1.477 procedimentos em Cardiologia Intervencionista, 506 procedimentos diagnósticos e terapêuticos em Neurorradiologia, 373 procedimentos endovasculares e 76 estudos eletrofisiológicos.
Já as 1.917 cirurgias realizadas no primeiro semestre incluíram 1.019 cirurgias neurológicas em adultos, 396 cirurgias cardiológicas em adultos, 306 implantes de marcapasso, 107 cirurgias neurológicas pediátricas e 89 cirurgias cardiológicas pediátricas.
Estrutura assistencial
O Hospital Metropolitano conta com uma ampla estrutura voltada à assistência de média e alta complexidade, composta por oito salas de ambulatório, 11 salas cirúrgicas e 266 leitos, distribuídos entre enfermarias, unidades de terapia intensiva (UTIs), Unidade de Recuperação Pós-Anestésica (URPA), Sala Vermelha e leitos de urgência. A unidade também dispõe do serviço de hemodinâmica, composto por duas salas, ampliando a capacidade para a realização de procedimentos cardiovasculares e neurovasculares de alta complexidade.
O Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) complementa essa estrutura com um aparelho de ressonância magnética, dois tomógrafos, serviços de ecocardiografia transtorácica e transesofágica, serviço de ultrassonografia para pacientes internados e três aparelhos de raio X destinados à assistência hospitalar. Essa estrutura permite a realização de exames essenciais para o diagnóstico, definição da conduta médica e acompanhamento dos pacientes atendidos na unidade.







