Médico é preso em Caaporã suspeito de abusar sexualmente de pacientes durante consultas em posto de saúde

A Polícia Civil da Paraíba prendeu em flagrante, na tarde desta quarta-feira (4), um médico de 32 anos suspeito de praticar atos libidinosos contra pacientes durante atendimentos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), localizada na zona rural do município de Caaporã, no Litoral Sul do estado. O profissional foi autuado, em tese, pelo crime de violação sexual mediante fraude, previsto no artigo 215 do Código Penal.

As investigações tiveram início após uma paciente de 20 anos procurar a delegacia e denunciar que teria sido vítima de conduta sexual inadequada durante uma consulta realizada na manhã desta quarta-feira. Segundo o relato, o médico teria utilizado a justificativa de procedimentos clínicos para realizar toques e manipulações íntimas sem finalidade médica, além de fazer questionamentos de cunho sexual durante o atendimento.

Após a denúncia, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências na unidade de saúde e identificaram outros relatos envolvendo a conduta do profissional. Uma segunda paciente, de 44 anos, também procurou a polícia e relatou ter sido submetida a situações semelhantes durante atendimento anterior no mesmo estabelecimento. Funcionários da unidade também foram ouvidos e relataram comportamentos inadequados e situações de constrangimento atribuídas ao investigado.

O médico foi localizado, preso e conduzido à delegacia, onde prestou depoimento acompanhado de advogado. Em interrogatório, ele confirmou a realização dos procedimentos físicos, mas alegou que os contatos tiveram finalidade exclusivamente diagnóstica e assistencial. Diante dos elementos inicialmente apurados, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante.

Para subsidiar as investigações, foram requisitados exames periciais ao Instituto de Polícia Científica (IPC), por meio do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL), além de solicitadas as imagens do sistema de monitoramento interno da unidade de saúde. A Polícia Civil também apura a possibilidade de outras pacientes terem sido vítimas de condutas semelhantes. O autuado permanece à disposição da Justiça e aguarda a realização da audiência de custódia.

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