Paraíba

Operação Estirpe apura irregularidades em licitações e contratos da Prefeitura de Alhandra

A Controladoria-Geral da União (CGU), o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB), as polícias Civil e Militar da Paraíba, o Tribunal de Contas do Estado (TCE/PB) e a Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba (Sefez) realizam, na manhã desta sexta-feira (10/07), a Operação Estirpe. O  objetivo é combater irregularidades em licitações e dispensas que propiciaram a contratação de empresas cujos titulares possuem relação de parentesco ou amizade com os gestores do Município de Alhandra.

A investigação teve início após notícias veiculadas na mídia acerca da realização de um pregão presencial para a aquisição de plantas ornamentais, em plena situação de emergência e de restrição financeira causada pela covid-19, cujo aprofundamento das investigações possibilitou a constatação de indícios de irregularidades em outras licitações e dispensas vencidas por empresas ligadas a familiares e amigos dos gestores daquele Município, a exemplo do direcionamento da contratação para determinadas empresas, favorecimento a licitantes, contratação de empresas com estruturas incompatíveis com o volume de produtos/serviços a serem fornecidos ao município.

Os pagamentos realizados pela Prefeitura de Alhandra, em favor das empresas investigadas, totalizam o montante de R$ 5.387.178,47.

Impacto social

O direcionamento das contratações, em favor de determinadas empresas ligadas direta ou indiretamente ao gestor público, possibilita a ocorrência de desvio de recursos públicos que poderiam ser utilizados tanto no combate à pandemia do coronavírus, quanto em outras ações e serviços públicos voltados à melhoria da qualidade de vida da população do Município de Alhandra, que, atualmente, conta com aproximadamente 400 casos registrados de pessoas que contraíram a covid-19.

Diligências

Os trabalhos contam com a participação de auditores, sendo oito da CGU, 12 da Sefaz/PB e seis do TCE/PB; três promotores de Justiça e 22 servidores do Ministério Público da Paraíba, além de 32 policiais civis e 20 militares. Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão nas cidades paraibanas de Alhandra, João Pessoa, Cabedelo e Guarabira, bem como na cidade de Igarassu, em Pernambuco. As equipes utilizam equipamentos de proteção individual (EPI), para que não haja comprometimento das medidas de prevenção à disseminação do novo coronavírus.

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