O corpo de Alice Marques, de 12 anos, foi encontrado na manhã desta terça-feira (28), no município de Lucena, no litoral norte da Paraíba. A adolescente estava desaparecida desde o dia 4 de julho, quando foi vista pela última vez ao sair de uma festa.
A localização do corpo ocorreu durante uma operação integrada das Polícias Civil e Militar, que resultou na prisão de três suspeitos envolvidos no crime, incluindo o homem apontado como executor do homicídio.
De acordo com o delegado Jefferson Almeida, da 5ª Delegacia Seccional de Santa Rita, a ação visava cumprir 10 mandados judiciais, sendo seis de busca e apreensão e quatro de prisão temporária. Durante a operação, também foram apreendidas armas e aparelhos celulares que devem auxiliar nas investigações.
Segundo o delegado, um dos investigados confessou a execução da adolescente. A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por uma suposta traição dentro de uma facção criminosa da qual Alice teria envolvimento.
Ainda conforme o relato policial, o suspeito afirmou que a vítima foi morta com dois disparos de arma de fogo na cabeça e, em seguida, sofreu golpes de faca.
As investigações apontam que Alice teria saído de Rio Tinto para Lucena, onde teria passado a atuar no tráfico de drogas. Conforme a polícia, ela integrava um grupo criminoso e teria mudado para outro núcleo da mesma organização, o que teria provocado uma reação de integrantes do grupo anterior, que determinaram uma espécie de “disciplina” contra ela.
O delegado destacou ainda que, após a execução, a tatuagem da adolescente, que fazia referência ao líder do grupo criminoso para o qual ela teria migrado, foi “raspada” e perfurada com o uso de uma arma branca. Em seguida, o corpo teria sido colocado em um veículo, que será submetido à perícia, e levado até um local onde foi enterrado em uma cova rasa. No interior do automóvel, os policiais encontraram um lençol que, segundo as investigações, pode ter sido utilizado para transportar o corpo da vítima até o ponto onde foi ocultado.
O delegado também informou que a ordem para o assassinato teria partido de dentro de uma unidade prisional.







