A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude da Capital (DRCCIJ), deu cumprimento, nesta terça-feira (22), a um mandado de prisão preventiva expedido em desfavor de um homem investigado pela prática dos crimes de perseguição qualificada (stalking) e ameaça qualificada, em contexto de violência doméstica e familiar contra uma adolescente de 17 anos, no bairro de Cruz das Armas.
De acordo com as informações, a investigação teve início na segunda-feira (20), quando a vítima relatou que vinha sofrendo reiteradas condutas de perseguição e intimidação praticadas por seu tio-avô. O episódio mais grave ocorreu na madrugada do mesmo dia, quando o investigado retornou ao local utilizando vestimentas para dificultar sua identificação e aproximou-se da residência portando uma faca. Ao perceber a aproximação, a vítima arremessou um objeto em sua direção, fazendo com que ele fugisse.
Diante da gravidade dos fatos, a equipe da DRCCIJ instaurou imediatamente o procedimento investigativo, reuniu registros audiovisuais e depoimentos, e representou pela decretação da prisão preventiva já no dia seguinte ao registro da ocorrência. O Poder Judiciário reconheceu a gravidade do modus operandi, caracterizado pela perseguição reiterada, vigilância constante da residência da vítima, aproximação durante a madrugada portando arma branca e pelo fato de investigado e vítima residirem no mesmo terreno, circunstâncias que evidenciam risco concreto à integridade física e psicológica da adolescente.
De posse do mandado judicial, os policiais localizaram o investigado e deram cumprimento à ordem de prisão. Durante a ação, ele indicou o local onde havia escondido as vestimentas utilizadas na madrugada dos fatos, encontradas atrás de um arbusto próximo à sua residência.
A Polícia Civil da Paraíba destaca que a rápida comunicação dos fatos possibilitou a adoção imediata das medidas investigativas e cautelares necessárias, permitindo que a prisão preventiva fosse decretada e cumprida em tempo célere. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima e sigilosa por meio do Disque-Denúncia 197, canal oficial da instituição, ou pelo Disque 100, serviço nacional de proteção aos direitos humanos disponível 24 horas por dia.







