De acordo  com o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) os impostos atingem a marca de R$ 1,2 trilhão nesta sexta-feira (21/07). O registro será feito 20 dias antes do que no ano passado, que ocorreu em 10/08/2016, indicando elevação da carga tributária de um ano para outro.
O montante corresponde ao total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros desde o primeiro dia do ano. Chega na esteira da divulgação (pela Receita Federal) de crescimento da arrecadação federal no primeiro semestre e também em meio ao anúncio do governo sobre o aumento da alíquota do PIS e da Cofins incidentes sobre os combustíveis.
“O governo tem que repensar as medidas em razão do aumento arrecadatório (quando olhamos para 2016) e dos sinais de retomada da economia. Assim, agora é um momento totalmente inoportuno para pensar em elevar tributos. O governo precisa fazer um controle eficiente dos gastos públicos e pensar em primeiro lugar na superação da população frente aos problemas financeiros trazidos pela recessão”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
Numa análise microeconômica, ele alerta que a elevação de preço dos combustíveis desencadeia o encarecimento do transporte de mercadorias e de passageiros. E que dificilmente o comerciante não repassará isso para o consumidor, tornando mais lenta a recuperação da economia.
Burti conclui dizendo que a intensificação da queda dos juros ? e não novos aumentos tributários ? promoveria o estímulo ao consumo, e também a retomada da economia e da arrecadação tributária.
Conheça os impostos:

Impostos Diretos

Os impostos diretos são aqueles pagos sobre o consumo e patrimônio de cada cidadão. São os mais conhecidos pela população:

  1. IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física): incide sobre a renda tributável declarada pelo cidadão. A alíquota é calculada proporcionalmente de acordo com o valor declarado, variando entre 7,5 a 27,5%.
  1. IPTU(Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana): taxa anual, devida por todos os proprietários de imóvel urbano. O valor, que pode ser pago à vista ou parcelado, é calculado com base no valor venal do imóvel(estimativa de valor fixada pelo Poder Público).
  1. IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores): cobrado anualmente a todos os proprietários de veículos, o percentual é diferenciado em cada estado. A taxa pode variar entre 1% e 4% do valor do veículo.

Impostos Indiretos

Já os impostos indiretos são os que mais pesam no orçamento doméstico. Embutidos nos valores finais dos produtos e serviços:

  1. ICMS(Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): é cobrado sobre a movimentação de mercadorias ou outros serviços. A alíquota do tributo é aplicada por cada estado variando, inclusive, de acordo com o nível de essencialidade do serviço ou mercadoria. A média aplicada é de 18%.
  1. IPI(Imposto Sobre Produtos Industrializados): o IPI tornou-se mais conhecido do grande público devido às várias campanhas do Governo Federal e das empresas privadas, visando a redução do imposto, principalmente em produtos da linha branca (fogões, geladeiras etc.) e automóveis. O valor do imposto depende do produto. Pelo site da Receita Federal é possível consultar a tabela de alíquotas.
  1. ISS(Imposto Sobre Serviços): este imposto incide sob a prestação de serviços, independente do tipo de mercado. Cobrado pelo município, o valor geralmente corresponde a 5% do serviço. 
  1. IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras): a taxa de IOF incide em todas as operações financeiras, sejam elas realizadas por administradoras de cartão de crédito e instituições financeiras. No caso dos cartões, a cobrança dá-se, uma das vezes, quando o consumidor realiza pagamentos de contas e boletos bancários pela função crédito.

Segundo o Presidente do Sescon Goiás, Francisco Lopes, uma boa dica é ficar atento a suas faturas, comprovantes e carnês. “É importante analisar os detalhes de todos os documentos relacionados a compras e uso de produtos e serviços. Assim, será mais fácil você controlar quanto paga de imposto por ano e já de planejar para isso”, reforça.

Conheça os outros Impostos:

II – Imposto sobre Importação.

IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Incide sobre o lucro das empresas.

ITR – Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural.

Cide – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. Incide sobre petróleo e gás natural e seus derivados, e sobre álcool combustível.

Cofins – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. Cobrado das empresas.

CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Percentual do salário de cada trabalhador com carteira assinada depositado pela empresa.

INSS – Instituto Nacional do Seguro Social. Percentual do salário de cada empregado cobrado da empresa e do trabalhador para assistência à saúde. O valor da contribuição varia segundo o ramo de atuação.

PIS/Pasep – Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público. Cobrado das empresas.

ITCMD – Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação. Incide sobre herança.

ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Inter Vivos. Incide sobre a mudança de propriedade de imóveis.

FONTE: o portal www.impostometro.com.br

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