O Ministério Público de São Paulo (MPSP) vai investigar se houve participação de uma organização criminosa na tragédia de Suzano, na Grande São Paulo. A informação foi dada pelo procurador-geral de Justiça,Gianpaolo Smanio, nesta quinta-feira (14/3).

“Iremos fazer uma investigação ampla em todas as linhas para saber como eles tiveram acesso às armas, se há um grupo que atua com eles, se há uma rede de comunicação entre eles, as motivações e a forma do crime”, afirmou Smanio.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi escalado para averiguar os contatos mantidos pela internet por Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e o adolescente Guilherme Taucci Monteiro, 17, autores do ataque que deixou oito vítimasna Escola Estadual Raul Brasil na manhã de quarta (13). Depois, um atirou no outro e se suicidou em seguida.

Apuração feita pelo Metrópoles mostrou que os atiradores pegavam dicas de ataque em massa no fórum de Marcello Valle, ex-aluno da Universidade de Brasília (UnB). Em 2018, ele foi condenado a 41 anos, 6 meses e 20 dias de prisão, condenado por racismo, ameaça, incitação ao crime e terrorismo por meio da internet.

Seis dias antes de entrarem atirando em inocentes no colégio, Guilherme e Luiz Henrique publicaram sobre o ataque no Dogolochan. Eles supostamente agradeceram a ajuda de outros membros e deixaram rastros para avisar internautas sobre o crime.

Um print mostra o que pode ser um dos atiradores agradecendo DPR, o administrador do Dogolachan, pelos conselhos recebidos.

“Muito obrigado pelos conselhos e orientações, DPR. Esperamos do fundo dos nossos corações não cometer esse ato em vão. […] Nascemos falhos, mas partiremos como heróis. […] Ficamos espantados com a qualidade, digna de filmes de Hollywood”, diz a mensagem.

Outros usuários questionaram se os atiradores eram integrantes do grupo, e a resposta dada por um dos administradores foi positiva.

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