A Fifa enfrenta mais um desafio para a Copa do Mundo de 2026. A menos de um mês do torneio, a entidade ainda não fechou acordos de transmissão com a China e a Índia, os dois países mais populosos do planeta. Caso as negociações fracassem, cerca de 34% da população mundial perderá o acesso oficial às partidas realizadas nos Estados Unidos, México e Canadá.
Até o momento, a Federação Internacional garantiu a exibição do Mundial em 180 das suas 211 associações membro. Segundo o site The Athletic, a FIFA tenta compensar as perdas buscando plataformas de streaming no Caribe para atender mercados como Haiti e Curaçao, mas o volume de espectadores é muito inferior quando comparado ao mercado asiático.
O principal entrave na Índia e na China envolve os valores das cotas e o fuso horário desfavorável. Diferente da Copa do Catar, onde o horário era próximo, a maioria dos jogos na América do Norte ocorrerá durante a madrugada na Ásia.
Na Índia, o mercado de mídia está cauteloso após a última experiência. A gigante Viacom18 pagou 60 milhões de dólares pelos direitos em 2022, mas arrecadou apenas metade disso em publicidade, mesmo com alta audiência. Agora, a FIFA pede 100 milhões de dólares para o ciclo 2026/2030, mas as empresas locais — focadas na Liga Indiana de Críquete — fizeram contrapropostas de apenas 20 milhões de dólares.
Na China, o cenário é de queda livre nos preços. Historicamente, a emissora estatal CCTV é a detentora dos direitos, respondendo por quase 18% do alcance global da FIFA. Inicialmente, a entidade pediu 250 milhões de dólares, mas, diante do silêncio chinês, já reduziu o valor duas vezes, chegando a 80 milhões de dólares — valor que ainda não resultou em assinatura de contrato.







